Mostrando postagens com marcador Silva Prado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silva Prado. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2007

Dona Veridiana

Diga, meu pai, quem é mais rica: D. Veridiana ou a Light?” perguntava o pequeno Cândido Motta Filho na inauguração da primeira linha de bondes elétricos, em 1900. Pois D. Veridiana não tinha carro com rodas de borracha? Não tinha um palacete no estilo do Renascimento francês? Ao domingos não franqueava seus jardins à vizinhança? Não fazia leilões das uvas produzidas em sua chácara para ajudar a Santa Casa? Não era mãe do prefeito de São Paulo?

Essa mulher tão poderosa, que deixava o pequeno menino boquiaberto, era Veridiana Valéria da Silva Prado (1825-1910), filha do Barão de Iguape. Foi ele o primeiro grande centralizador da família, que não tinha raízes em bandeirantes ou mamelucos, arranjando casamentos entre parentes e famílias importantes como os Monteiro de Barros, Pacheco Jordão, Silva Machado... Esse papel seria desempenhado depois por sua filha Veridiana, que promoveria a união de filhos e netos com famílias de expressão social e econômica. Ao falecer, em 1875, o Barão deixava uma das maiores fortunas do estado e uma herdeira que como ele manteria a unidade do clã, sem deixar de ter destaque na vida social e promover a cultura.

Nascida na capital da província pouco depois da Independência, ainda pequena Veridiana conheceu a Marquesa de Santos, que a chamava de “menina mesureira”. Isso não ficou esquecido: quarenta anos depois, quando um dos filhos de Veridiana se formava na Faculdade de Direito, um grande baile era organizado no sobrado da Rua da Consolação. A Marquesa, passando por ali, entusiasmou-se e falou com a dona da casa elogiando a decoração: “Está tudo tão bom, me faz lembrar o primeiro Império”. Veridiana agradeceu polidamente, mas mesmo assim não convidou a velha dama para a festa....

Veridiana casou-se aos 13 anos com seu tio Martinho, meio-irmão de seu pai, quatorze anos mais velho que ela. Dessa forma, podemos até brincar um pouco, dizendo graças a essa união ela tornou-se:

  • Cunhada do pai;
  • Nora da avó;
  • Neta da sogra;
  • Mulher do tio;
  • Sobrinha do marido;
  • Mãe dos primos;
  • Tia dos filhos.

Os casamentos endogâmicos (dentro de um mesmo grupo familiar) era prática comum entre as famílias paulistas. Os Prado, assim como os Paes de Barros e Souza Queiroz, casavam-se entre si para fortalecer laços de sangue e fortuna. Só mesmo no século XIX é que as uniões exogâmicas começaram a se multiplicar.

Casada, segue o marido para o Engenho Campo Alto, em Mogi-Mirim, que graças ao empenho de Martinho logo se torna modelo na região. Ali, aos 15 anos, tem o primeiro filho, Antonio; em 1842, nasce Veridiana, morrendo seis semanas depois; dois anos depois nasce Martinico; em 1844 tem Ana Brandina (Chuchuta), nascida num rancho à beira da estrada de Mogi- Mirim, pois não houve tempo de chegar a São Paulo. Em 1846 nasce a segunda filha com seu nome, mas que morre aos 18 meses. Já morando no sobrado da rua da Consolação (onde hoje se encontra a Praça Roosevelt), tem os últimos filhos: Anésia (Nesita - 1850), Antonio Caio (1853) e Eduardo (1860).

Ao defender o casamento de sua filha Ana Brandina com o Conde Pereira Pinto entra em choque com o marido, de quem acaba por separar-se causando escândalo na provinciana cidade. Permanecem ambos na mesma casa, porém em alas separadas até que ela construa o seu palacete, onde viria a ser o bairro de Higienópolis.

A “Villa Maria” (homenagem a uma afilhada) seria conhecida ainda por Chácara da D. Veridiana. O palacete ainda está de pé apesar das reformas, escondido atrás de um denso arvoredo na esquina da Avenida Higienópolis com rua Dona Veridiana; atualmente abriga a sede do São Paulo Clube.

O palacete, em estilo Renascimento francês, teve projeto e materiais vindos da Europa, estando sua construção ao cargo de Luis Liberal Pinto. Em 1885 Veridiana se muda para a casa, que realmente destoava de tudo o que se via na cidade: inúmeros são os depoimentos daqueles que a visitavam, como a princesa Isabel, em novembro de 1884:

A propriedade de D. Veridiana, lindíssima; casa à francesa, exterior e interior muitíssimo bonitos, de muito bom gosto.(...) Os jardins tem gramados dignos da Inglaterra, a casa domina tudo, há um lagozinho (sic), plantações de rosas e cravos, lindos. Vim de lá encantada”.

Além do relato embevecido da princesa, seu retrato e de seu pai no salão principal não deixavam dúvidas quanto ao prestígio e respeito existentes entre D. Veridiana e a Família Imperial. Em 1887, quando de sua última visita a São Paulo, D. Pedro II foi recepcionado no palacete. D. Veridiana dispôs seus netos em duas alas para que jogassem pétalas de rosas sobre o imperador. Um deles, porém, juntou um bolo de pétalas e atingiu em cheio o rosto do monarca; o peralta era um dos filhos de Martinico Prado, combativo jornalista republicano.

O salão de D. Veridiana também foi um dos mais importantes palcos de reuniões intelectuais da história paulista. Os cientistas Orville Derby e Loefgreen, os médicos Domingos José Nogueira Jaguaribe, Luis Pereira Barreto, Cesário Motta Junior e Diogo de Faria, além de Capistrano de Abreu, Ramalho Ortigão, Graça Aranha, Joaquim Nabuco. Eça de Queiroz encantou-se com a mãe do amigo Eduardo, e lamentou o fato de não ter privado mais de seu convívio.

Ao separar-se do marido e assumir o controle da família Veridiana escandaliza a sociedade, tendo mesmo recebido ameaças através de cartas anônimas. Reza a crônica familiar que foi ela também a primeira mulher da elite a sair sozinha para as compras, acompanhada apenas do cocheiro. Foi também uma das animadoras da introdução de novas espécies de uva, como a Niágara, cultivadas em sua chácara por Francisco Marengo, que depois deixaria seu nome ligado à história do Tatuapé.

Dentre tantas histórias sobre essa grande dama paulista, uma merece registro: foi quando esteve em Paris, no apartamento de seu filho Eduardo, em plena Rue de Rivoli. Depois de percorrer todos os aposentos daquele que seria um dos mais importantes pontos de encontro da sociedade de fins do século XIX, ela deve ter escandalizado o circunspecto mordomo ao dizer estas palavras: “Está tudo muito bom, muito bonito. Só é pena não ter um galinheiro”.

Discreta, vestia-se com roupas escuras e não aceitava o tratamento de Madame, tão em voga na época. Inovou em seu testamento provendo generosamente mulheres da família ou agregadas, contanto que usassem o dinheiro em proveito próprio, sem deixá-lo nas mãos dos maridos. Isso a torna uma das primeiras feministas da nossa história. Deixou ainda um pedido de desculpas a todos aqueles que possa ter ofendido ou escandalizado e o pedido de um enterro de segunda classe.

Foi enterrada no Cemitério da Consolação e a rua que liga o Largo Santa Cecília à avenida Higienópolis recebeu o nome de Dona Veridiana, consagrando o que já era costume da população.


Imagem: Veridiana Valéria da Silva Prado (Fonte: Pioneiros e Empreendedores)

(publicado originalmente no site VivaSP, em 19/08/2006)

O dinheiro do Barão

A Família Prado foi, sem sombra de dúvida, uma das mais importantes na história paulista a partir do alvorecer do século XIX. Fazendeiros, políticos, empresários, escritores, um Prado sempre se destacava. Um deles, Eduardo, grande amigo de Eça de Queiroz, foi quem inspirou a personagem principal de "A cidade e as Serras", uma das grandes obras do escritor português.

A família tem seu início no Brasil no século XVIII com o primeiro Antonio da Silva Prado (seriam muitos) que, vindo de Portugal, se estabeleceu na Vila de Parnayba. Daí um erro muito comum: achar que os Prado eram “quatrocentões”; na verdade eles não eram descendentes do frondoso tronco de João Ramalho e Bartira, mas através de casamentos uniram-se a essas famílias. O próprio Antonio casou-se na família Siqueira de Moraes, das mais antigas de Piratininga.

Hoje vou falar do terceiro Antonio da Silva Prado (1778 – 1875), um paulistano que aos dezoito anos, órfão de pai, foi para Bahia negociar algodão. Voltou alguns anos depois, já com um bom dinheiro na algibeira, e se firmou como negociante em São Paulo. Comprava e vendia mulas, emprestava dinheiro, animava o comércio. Conseguiu arrematar em uma concorrência o imposto de Sorocaba, que era cobrado sobre todos os animais que vinham do sul para serem vendidos naquela cidade paulista. Essa espécie de pedágio era chamada de registro e movimentava um belo dinheiro; foi aí que Antonio Prado começou a enriquecer.

Quando o Príncipe D. Pedro proclamou a Independência Prado estava com ele e sempre foi fiel ao imperador. Graças a essa fidelidade ao governo imperial mais tarde foi agraciado com o título de Barão de Iguape. Nesse tempo já era homem respeitado na Província, até mesmo uma filial do Banco do Brasil ele conseguiu montar em São Paulo!

Só que bem antes disso, aí por volta de 1820, ele comoveu-se com a história de Maria Cândida de Moura Vaz, abandonada pelo marido e com duas filhas pequenas. Não só se comoveu mas se apaixonou e foram viver maritalmente. Seria um grande escândalo naquele burgo que era São Paulo, mas Antonio era rico e o povo logo se calou. Em 1823 nascia o primeiro filho do casal, Veríssimo, e dois anos depois Veridiana, aquela que seria a grande dama paulista, de quem falarei em outra crônica. Só quando o primeiro marido de Maria Cândida morreu é que eles puderam oficializar a união perante a igreja. Antes disso Antonio já havia arranjado bons casamentos para as enteadas, a quem queria como suas próprias filhas.

Pois muito bem, sabendo isso sobre o nosso personagem posso retomar o título desta crônica e narrar o que aconteceu de curioso. Certa ocasião circulou um boato que o Barão estava falido. Naquela cidadela de vinte mil almas isso deve ter corrido feito rastilho de pólvora, até chegar aos ouvidos do próprio Barão. Nessa época ele já morava no grande sobrado na esquina das ruas Direita e São Bento, no local que, por ter os únicos quatro ângulos retos da cidade, era conhecido por Quatro Cantos (hoje em dia, no local encontra-se o Edifício Barão de Iguape, sede do Unibanco, na Praça do Patriarca).

Ora, era preciso tomar uma atitude: para calar a boca os maldizentes o Barão pegou todo o dinheiro que tinha em casa – e que não era pouco – colocou-o na calçada da rua Direita e deixou um escravo tomando conta. Aos que passavam e olhavam a cena insólita, o bom preto respondia calmamente: “Num vê que o dinheiro tava pegando bolor, entonce o sôr Barão mandô colocar aqui amode tomá sol..."

Essa era a velha São Paulo, onde um dia um velho milionário colocava o dinheiro pra tomar sol em plena rua Direita!

Imagem: O Barão de Iguape (Fonte: Pioneiros e Empreendedores)

(publicado originalmente no site VivaSP, em 09/06/2006)

Silva Prado e Souza Queiróz - Parte II

O apogeu no século XIX


No período que compreende a proclamação da Independência até o fim do Império as duas famílias conheceram seu melhor período político, econômico e social. Dominando a política na cidade além de atividades culturais e vida social, ambos os grupos teceram importantes alianças através de matrimônios interfamiliares e sociedades políticas e comerciais que proporcionaram o fortalecimento de cada um dos grupos, bem como de sua representatividade na vida paulistana.


Nesse período podemos destacar diversas figuras de extrema importância na história do Brasil e que estavam ligadas às familias-chave alvo deste estudo.


Ligados aos Prado, ou mesmo sendo um deles, estão os irmãos Andrada, o brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, o Barão de Antonina, Eleutério da Silva Prado, Antonio da Silva Prado III (Barão de Iguape), os irmãos Antonio, Martinico, Eduardo e Caio Prado, entre outros.


Na família Souza Queiróz pode-se elencar o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, o Padre Diogo Antonio Feijó, o Senador Nicolau Vergueiro, o Marquês de Monte Alegre, coronel Antonio Paes de Barros, o Major Diogo Antonio de Barros, o Senador Francisco de Souza Queiróz, o Senador Francisco de Paula Souza.


Retomando o início deste artigo, se fosse um romance poderiam ser colocados em campos distintos os dois grupos familiares na grande questão do último quartel do século XIX: monarquistas e republicanos. O caso é que na realidade havia dissidências dentro das famílias nesse aspecto. Para exemplo clássico podemos tomar o núcleo principal dos Prado, no qual Martinico fazia oposição aos irmãos Antonio, Eduardo e Caio. Chegaram mesmo a cortar relações, sendo que Martinico e Eduardo não mais se falaram.


Um incidente que faz parte da história familiar relata que na última visita do imperador a São Paulo: dona Veridiana dispôs seus netos em alas na entrada da Villa Maria, para que jogassem pétalas de rosa no monarca. Pois um dos meninos formou uma bola de pétalas e atirou bem no rosto de D. Pedro. A partir desse ponto as versões variam: uma reza que ao saber que o menino era filho de Martinico, o imperador fez um gracejo, comparando os espíritos de pai e filho. Outra afirma que ficou visivelmente contrariado, o que gerou um tremendo mal-estar para dona Veridiana.


Já em relação ao abolicionismo não houve posição coesa do grupo: enquanto alguns desde meados do século XIX já testavam uso de mão-de-obra livre, outros mantiveram seus cativeiros até a promulgação da Lei Áurea. No grupo Souza Queiróz as ações de colonização foram mais acentuadas, como as implantações feita pelo Senador Vergueiro, Comendador Souza Barros, Senador Queiróz, entre outros. No caso dos Prado, o Conselheiro manteve-se escravocrata até vésperas da Lei Áurea; já seu irmão Martinico foi um dos principais defensores da idéia de braços livres na cafeicultura e um dos fundadores da Sociedade Promotora de Imigração, cujo nome de maior destaque entre seus componentes foi o Conde de Parnaíba, ligado por laços familiares ao grupo dos Prado.


Após a queda da monarquia o Conselheiro Prado viaja para Europa, profundamente desgostoso com a situação do país. Por lá permanece alguns anos e ao retornar começa a ser instado por amigos que haviam aderido ao novo regime a retomar sua carreira política. Em 1899 assume a prefeitura paulistana permanecendo no cargo por 11 anos, sendo sua gestão um das mais importantes na história da cidade.


Na última década do século os monarquistas lutavam pela restauração e a cidade foi alvo de violentos combates entre este grupo e os republicanos. Eduardo Prado era um dos mais combativos monarquistas e seu jornal "O Diário de São Paulo" o veículo de mídia do grupo. Até mesmo Veridiana assumiu o comando do jornal por algum tempo enquanto o filho fugia da repressão do Marechal Floriano. Foi um período sombrio na família Prado.


No grupo dos Souza Queiróz despontavam nomes como Washington Luiz (genro do Barão de Piracicaba II), Albuquerque Lins (genro do barão de Souza Queiróz), Francisco Antonio de Souza Queiróz Junior, entre outros.


Um episódio interessante na vida da cidade teve como protagonista os Barões de Tatuy. Para a construção do viaduto do Chá era necessário demolir o velho sobrado onde moravam os barões, que ficava na esquina da rua Direita com a Libero Badaró, muito antes de existir a praça do Patriarca. O que não passava de uma disputa judicial e de foro municipal acabou por tomar ares de briga entre monarquistas reacionários e republicanos progressistas (veja mais em


O século XIX terminava e com ele uma geração saía de cena, em sua maior parte de titulares do Império, fazendeiros, políticos. Seus descendentes, dali por diante, é que tomariam as rédeas e assumiriam os papéis que lhes cabiam no cenário da aristocracia do café. O século XX se anunciava prometendo novidades e mudanças, como uma nova era de ouro na história da humanidade. Novos tempos.

* * *


Como parte inicial do projeto deste blog, este artigo finaliza o estudo macroambiental das famílias de destaque na história paulista.


Os próximos artigos irão tratar de casos específicos, ligações familiares mais detalhadas e que em grande parte terão como protagonistas personagens ligados ao grupos descritos anteriormente.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Silva Prado e Souza Queiróz - Parte I

Fosse a história paulistana narrada como um romance e se poderia dizer que as duas grandes famílias citadas no título deste artigo eram as que detinham o poder na cidade no século XIX. Como a realidade é diferente dos romances, há que forçosamente deixar isso de lado e analisar com mais profundidade o papel desempenhado por cada uma delas, de maneira similar e paralela, no cotidiano paulistano tratando-as como famílias-chave na história da cidade.


Em comum ambas tinham como atividade econômica fundamental a cafeicultura, além da intensa europeização na educação e no modus vivendi, a participação no processo de urbanização e abertura de novos bairros, a expansão da malha ferroviária no Estado e, por fim, o impulso inicial da indústria ligada a cafeicultura (máquinas, equipamentos e sacaria de juta).


O parâmetro escolhido para definir essa divisão entre duas famílias foram as relações de parentesco, visto que social e comercialmente havia uma integração entre esses grupos. A escolha das famílias-chave foi baseada no papel que ambas desempenharam no cotidiano da cidade início do século XIX, no período pré e pós-Independência, com os Silva Prado apoiando D. Pedro I e os Souza Queiróz envolvidos em insurreições, como a revolta comandada por Francisco Inácio, que passou para a história com o nome de bernarda. Anos depois, na Revolução Liberal de 1842, novamente surgem os Souza Queiróz envolvidos em luta contra o governo, visto que o comandante Rafael Tobias de Aguiar era ligado a esse grupo familiar.


A divisão entre essas duas famílias de nenhum modo exclui as demais que tiveram destaque no período, visto se ligavam diretamente a alguma delas. De modo geral pode-se dividir as famílias que formavam a elite agrícola da segunda metade do século XIX em dois grupos:


Silva Prado: Alvares Penteado, Alves de Lima, Souza Guedes, Costa Pinto, Silva Machado, Pacheco Chaves, Pacheco Jordão, Rudge, Silva Ramos, Queiróz Telles.


Souza Queiróz: Paes de Barros, Rezende, Souza Barros, Campos, Barbosa de Oliveira, Arruda Botelho, Aguiar Barros, Prates, Paula Souza, Vergueiro.


As diferenças entre os grupos não são grandes, visto que exerciam o mesmo papel econômica e politicamente. Pode ser destacado o fato de, enquanto os Prado eram mais ligados culturalmente à França, os Souza Queiróz tinham fortes ligações com Alemanha. Além disso, os membros desta família seguiam profissões como engenharia, agronomia, medicina em detrimento da advocacia.


Claro que todas essas afirmações são baseadas num modelo macroambiental, de uma forma generalizada. Analisando cada família ligada a esses grupos em particular as diferenças tendem a diminuir, pois todas faziam parte de uma elite com valores e padrões similares.


Aqui serão analisados aspectos gerais de cada família-chave em diversos aspectos na história da cidade e quais as influências e participações desses grupos familiares.


Nos próximos artigos o enfoque será maior e mais detalhando em cada família participante dos grupos, bem como em determinados membros que tiveram maior destaque na história paulistana.




Saiba mais pesquisando aqui

Google