sexta-feira, 14 de novembro de 2008

São Paulo - 1943

Interessantíssimo vídeo feito pelo "U.S. Office of the Coordinator of Inter-American Affairs" apresentando a cidade de São Paulo em 1943.



Dica de Flanela Paulistana, que achou aqui.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Dois livros antigos sobre São Paulo

Recentemente adquiri estes dois livros, editados por Monteiro Lobato na década de 1920.

Espero, depois de intervenções mínimas de restauro, poder ler e escrever um artigo sobre o que encontrar de interessante.






sábado, 7 de junho de 2008

Lobato e a Praça da Sé, 34


A praça da Sé em 1939 - B. J. Duarte

Em 1924 a Monteiro Lobato & Cia passa a se chamar Companhia Graphico-Editora Monteiro Lobato, e deixa os acanhados escritórios da rua Vitória para ocupar o primeiro andar do recém-inaugurado Palacete São Paulo, na Praça da Sé, 34. Construído pelo engenheiro Nestor Caiuby, o edifício se destacava na nova praça que abrigaria a futura catedral paulistana.


Nesse mesmo ano Lobato havia montado em um enorme galpão na rua Brigadeiro Machado, no Brás, o mais moderno parque gráfico do Brasil, com máquinas que vinte anos depois ainda eram consideradas de último tipo.


Mas o destino viria a atrapalhar os grandiosos projetos do escritor-editor. A revolução que eclodiu em junho de 1924 foi o início de um período crítico para a nova editora. Apesar de não ter sofrido muito com os bombardeios legalistas, a gráfica ficou paralisada por muito tempo. Além disso, o governo federal suspendeu os redescontos, gerando um pânico bancário. Não bastasse isso tudo, Lobato, a despeito de ser um empresário cujo governo era o maior cliente, escreveu uma carta ao presidente Artur Bernardes, criticando suas ações.


Mal terminava o fatídico ano de 1924, uma seca de enormes proporções atinge São Paulo, e a Light and Power começou a racionar a energia elétrica: a gráfica só podia trabalhar dois dias na semana. Para tentar minimizar o problema, Lobato resolve comprar um caríssimo gerador a diesel. Logo veria que o alto investimento fora um desperdício: não havia água para refrigerar o gerador.


Endividado, com a produção parada e um futuro sombrio, Lobato, durante uma viagem de seu sócio Octales Marcondes Ferreira, pede a falência da empresa. Todos acham que ele foi precipitado, mas esse era o jeito lobatiano de fazer as coisas. Junto com Octales, compram toda a massa da empresa falida e com ela fundam aquela que seria outro marco na história editorial brasileira: a Companhia Editora Nacional.


Em carta ao amigo Godofredo Rangel, Lobato diz que na verdade a falência foi um grande negócio, pois montavam uma nova casa editora sem dívidas e com um patrimônio incomensurável: a experiência adquirida.


Indubitavelmente, Lobato foi um pioneiro em diversos setores da cultura e da vida nacional. Considerado o pai da literatura infantil brasileira, sua figura excede essa classificação. Apaixonado e impetuoso, Lobato sempre lutou por suas crenças, sem medos, sem se ater a preconceitos e dogmas. Foi um libertário, nunca seguindo fila, como ele mesmo gostava de dizer.


Alguns livros editados em 1925, com o endereço da Praça da Sé, fizeram parte da exposição de obras raras da Semana Monteiro Lobato promovida pela Unesp, como a A Marquesa de Santos, de Paulo Setubal, Paulística, de Paulo Prado, Padre Belchior de Pontes, de Julio Ribeiro, entre outros. Dentre essas obras merece destaque uma belíssima edição de A Angústia de D. João, de Menotti del Picchia, totalmente restaurada.





quinta-feira, 17 de abril de 2008

Semana Monteiro Lobato

Livros raros de Monteiro Lobato em exposição na Livraria Unesp

Livros raros de Monteiro Lobato em exposição na Livraria Unesp
Os visitantes da Semana Monteiro Lobato, que a Fundação Editora da Unesp e Livraria Unesp promovem a partir desta sexta-feira, dia 18 de abril, terão a oportunidade de conhecer obras raras de Monteiro Lobato.
Além da primeira edição do livro Narizinho Arrebitado, de 1921, e de outros de autoria de Monteiro Lobato nos anos seguintes, serão também apresentados livros editados pelo escritor, no período em que a Cia. Graphico-Editora Monteiro Lobato funcionou na Praça da Sé (1924 a 1925), no mesmo prédio onde hoje estão instaladas a Fundação Editora da Unesp e a Livraria Unesp.
São obras como Minha Vida Minha Obra, de Henry Ford, A Angústia de Don João, com poemas de Menotti Del Picchia, Padre Belchior de Pontes, de Julio Ribeiro, Paulistica, de Paulo Prado e A Marqueza de Santos, de Paulo Setúbal. Alguns exemplares da Revista do Brasil com artigos de Lobato também integram a mostra.

Há, ainda, ilustrações dos livros de Lobato de diferentes épocas e autores como Voltolino, Belmonte, Kurt Wiese, Jean G. Villin e outros até a atualidade.
O acervo pertence à coleção particular de Ricardo Ferreira, restaurador de livros e pesquisador da vida e obra de Monteiro Lobato.
Serão ainda exibidos vídeo e painéis fotográficos com a história de Monteiro Lobato. Os visitantes também receberão um livro de degustação, com os primeiros capítulos de Reinações de Narizinho, para crianças, e O Presidente Negro, para adultos, oferecidos pela Editora Globo, que apóia o evento.
A Semana Monteiro Lobato acontece na Livraria Unesp (Praça da Sé, 108) e fica aberta de 18 a 30 de abril, de segunda a sexta, das 9h às 18h e aos sábados, das 9h às 13h, com entrada gratuita. Mais informações: www.editoraunesp.com.br

Fonte: Pluricom Comunicação Integrada

sábado, 1 de dezembro de 2007

Pequeno álbum comparativo

Recentemente tirei algumas fotografias de lugares onde, no passado, existiram algumas das mais belas ou conhecidas casas paulistanas.


Para começar, a casa número 1 da avenida Paulista: o palacete de Adam Von Bullow em fotografia de Guilherme Gaensly por volta de 1900. Atualmente, em seu lugar está o edifício Paulicéia, bem ao lado da Gazeta.



Na esquina da Paulista com a alameda Campinas existia o palacete neocolonial de Numa de Oliveira.







Na rua Pio XII, esquina com Arthur Prado, existia o palacete de Hermann Buchard, que junto com Glete e Nothman formava a trinca de alemães empreendores do século XIX. Foi ele quem loteou Higienópolis, que nos começos recebeu o nome de Boulevard Buchard.


A seguir, a linda villa do conde Egídio Pinotti Gamba, italiano dono dos Moinhos Gamba. Essa residência ficava na esquina da Paulista com o Caminho de Santo Amaro, atual Brigadeiro Luiz Antonio. Em seu lugar encontra-se o edifício Nações Unidas.


A primeira imagem retrata a casa pro volta de 1905, em um postal; a segunda foi tirada em 1924.




Em breve um texto com imagens sobre os que restaram, e como se encontram nos dias de hoje.


Todas as fotografias atuais foram tiradas por mim em 2007. As fotografias antigas foram retiradas dos livros "Album Iconográfico da Avenida Paulista" e "O Palacete Paulistano".

Saiba mais pesquisando aqui

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